Equipamentos sem procedência colocam a saúde em risco.

    Por Maicon Vacaro — 24/05/2018 às 08:05 TEMPO DE LEITURA: 2 min.

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    “Equipamentos médicos ocuparam terceira posição de artigos de contrabando mais apreendidos no aeroporto de Cumbica até setembro de 2016”

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    O Brasil é um país de grandes proporções, por consequência temos um vasto perímetro fronteiriço com vários países da América do Sul, alguns deles conhecidos por serem porta de entrada de produtos ilegais e provenientes da pirataria. No campo da saúde se vê cada vez mais a entrada no país de produtos sem procedência, sem a devida autorização pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), falsificados ou até mesmo proibidos no Brasil.


    Os produtos contrabandeados burlam a fiscalização e também retiram a garantia de que os brasileiros usufruam de serviços de qualidade e sem risco para a saúde.


    De acordo com uma pesquisa do instituto Datafolha, que ouviu 2.401 pessoas em todo o país, cerca de 80% dos entrevistados consideram que o contrabando prejudica diretamente o Brasil, no entanto 68% dizem já terem adquirido produtos de origem não declarada.

    Mas não é só através das fronteiras terrestres que o contrabando acontece, principalmente de equipamentos médicos, que ocuparam terceira posição de artigos mais apreendidos no aeroporto de Cumbica até setembro do ano de 2016 de acordo com os fiscais da Receita Federal que atuam no aeroporto, em Guarulhos (SP). Os equipamentos médicos apreendidos totalizaram U$ 520 mil, ficando atrás apenas de eletrônicos e roupas.



    Essa junção de fatores é preocupante, já que, além do país ser prejudicado economicamente, a população e os profissionais da saúde correm grave risco de serem comprometidos por equipamentos que não passaram pela regulamentação do órgão responsável. Portanto, ao pensar em adquirir seus equipamentos, certifique-se de estarem autorizados pela Anvisa e que o distribuidor lhe forneça as instruções e manutenção necessárias para o correto uso e funcionamento, evitando riscos para a sua saúde e a dos seus pacientes.


    Fontes: Datafolha, Anvisa, JOTA, Veja, Gazeta do Povo.